Se compreendêssemos

Se compreendêssemos

“O Evangelho da Graça não deixa margem para o orgulho e, se não abandonarmos a verdade, essa graça que é imerecida, vinda de um Pai generoso, reinará completamente em nossos corações. Então, sempre procuraremos agregar a ela nossos poucos centavos”. (Phelim Doherty)

Há algo que ainda não compreendemos.
E não foi como Deus nos criou a partir do nada.
E não é como Deus transforma as coisas, seja o pão ou o vinho, pelo seu poder apenas.
E não é como Deus muda as pessoas, livrando-as de lembrança dolorosa ou de prática viciada.
E não é como o nosso corpo cresce ou a nossa mente floresce.
E não foi como o corpo morto de Jesus voltou a sorrir.
E não será como entraremos na eternidade, para dela nunca mais sair.
Ainda não compreendemos a graça de Deus, demonstrada na cruz onde seu filho se imolou em nosso lugar. Raciocinamos que “é injusto o justo pelos injustos pagar”.
Por isto, ainda inutilmente nos esforçamos para merecer o que já ganhamos.
Por isto, não acreditamos que Deus nos aprova antes que ajamos. Ele só “ajuda a quem cedo madruga”, vaticinamos.
Por isto, em nossos relacionamentos achamos que “é dando que se recebe” bondade ou dizemos palavras de agradecimento para conquistar nova generosidade.
Por isto, exigimos que correspondam ao nosso gesto de amor ou agradeçam por um oferecimento que de reles esmola não passou.
É no compasso da Graça que Deus vive, transbordando-se no primoroso amor que permite a nossa resposta livre, amor que nada espera, amor que nada exige. Apenas oferece e a amizade tempera.
Será que um dia entenderemos a Graça de Deus?

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Postado em

08/01/2018