Sal

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“Não devemos perguntar ‘o que está errado com o mundo’ porque o diagnóstico já foi dado. Devemos nos perguntar: ‘o que aconteceu com o sal e a luz’”. (John Stott)

Sal

Desde que começamos a viver, nós nos lançamos no mar das injustiças.
O mundo se organiza em torno da injustiça, manifesta em privilégios para alguns e rigores para outros, facilidades para uns e dificuldades para outros. Raramente percebemos a desigualdade quando estamos na ponta dos benefícios. Quase sempre nos indignamos quando estamos no extremo dos prejuízos.
Em muitas áreas, pessoas moram em lugares insalubres e caros; andam em meios de transportes cheios e sujos; recebem pagamentos próprios de escravos, não de seres livres; enfrentam filas enormes acessar os servicos públicos que lhes são devidos.
Quem monta esse sistema, absolutamente injusto, que irresponsavelmente ajudamos a manter?
Quando não protestamos, nós nos tornamos cúmplices das desgraças lamentadas.
Quando reproduzimos, em nossas atitudes, as práticas que condenamos, contribuímos para o sofrimento que assola. Quando buscamos jeitinhos à margem da lei, estamos criando as condições para sermos vítimas amanhã dos jeitinhos dos outros. Quando trocamos nossa dignidade por um prato de favores, cassamos nosso próprio direito de viver numa sociedade justa.
Uma terra apodrecida precisa de sal para voltar a ter sabor. Nós precisamos ser o sal da terra em que vivemos (Mateus 5.13).

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Postado em

04/09/2017