Orgulho

Orgulho

“O nosso orgulho eleva-nos para que nos precipitemos de mais alto”. (Marques de Maricá)

Orgulho

Quando o ser humano começou a fazer suas conquistas, uma das primeiras foi construir uma torre (Gênesis 11), cujo declarado objetivo era chegar ao céu, para ser tão poderoso quanto o Criador e, ato contínuo, dispensá-lo para viver ao léu.
Na sua força, seja mental ou muscular, o homem mostra a sua fraqueza. É raro quem se torna grande e mantém a sua grandeza. É raro quem recebe a bênção de crescer e mantém os olhos em quem o fez se desenvolver. É raro quem ouve e atende. É raro quem com o seu próprio erro realmente aprende.
Se é da nossa natureza humana construí-las, precisamos erigir diferentes torres, a melhor delas devendo ser a humildade, cujas sandálias não nos deixam esquecer que são de barro os nossos pés e de vento os nossos músculos. Nossos alfabetos não são mesmo maiúsculos. Nossas metas habitam de fato a região demarcadas dos rodapés.
Precisamos erigir torres, a mais alta delas devendo ser a profundidade, aquela que permite a melhor sondagem, a de nós mesmos, o que demanda, sobretudo, discernimento e coragem.
Até quando precisaremos parecer o que não somos, exibir o que não temos, comprar abraços e afetos como se fossem objetos, se o amor de Deus nós já recebemos?

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

Habilidades

Postado em

09/10/2017