O equilíbrio

O equilíbrio

“Deus é sobretudo amor, mesmo quando não o compreendemos”._ (Basilea Schlink)

O equilíbrio

Nunca é fácil chorarmos com os que choram. Não é fácil sempre rirmos os que riem (Romanos 12.15).
É uma grande dificuldade fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
Num mesmo dia, podemos visitar um bebê com presentes de boas-vindas ao mundo e termos que apoiar alguém cuja vida uma doença grave ameaça levar.
Numa tarde chegamos de um cemitério para ir a uma festa de noite.
Não adianta nos iludirmos pensando que a vida é feita apenas de risos. Não adianta nos enganarmos achando que os nossos familiares ou amigos não conhecerão a corrosão do seu corpo ou da sua mente.
Os mortos precisam que os pranteemos.
Os vivos requerem que celebremos juntos suas alegrias.
Não podemos escolher que apenas choraremos. Não podemos selecionar apenas festejar.
Para que não fiquemos perturbados, temos que saber que a existência humana é intensa e finita. Dura como se nunca fosse terminar, mas acaba.
Para que não nos confundamos, não podemos nos perder nos extremos porque há uma vida longa e linda entre o seu início e o seu fim.
Para que não nos desequilibremos, temos que manter o foco na missão da nossa vida que inclui lágrimas e aplausos mas vai além, ao encontrar sentido em contribuir para que as pessoas — e tantas quantas pudermos alcançar, melhor — sintam e compreendam que são amadas por Deus.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.