O dom do discernimento

O dom do discernimento

“Raros são aqueles que decidem após madura reflexão; os outros andam ao sabor das ondas e, longe de se conduzirem, deixam-se levar”. (Sêneca)

O dom do discernimento

Todos os dias nos empenhamos em separar o certo do errado.
Nossa tarefa não é fácil porque os fatos são cercados por uma membrana de falsidade, difícil de ser notada e então desmascarada.
Se interpretar o passado, sobre o qual há documentos comprovadamente autênticos, não é fácil, tantas são as teorias, compreender o presente exige de nós uma vigilância atenta e constante, tantas são as mentiras.
Como temos que tomar decisões hoje, não amanhã, a tarefa se agiganta diante de nós, sem que tenhamos a opção, própria da ficção científica, de dormirmos e acordarmos quando o amanhã tiver nascido.
É agora, não depois, que precisamos exercer o cuidado da desconfiança. É agora que temos que resistir ao ritmo em que todos cantam hinos que não devemos entoar. É agora que temos que saber de onde veio o que nos chega e duvidar se é digno de crédito ou se não é uma mentira, mesmo que reforce nossa crenças. Os fins nunca devem justificar os meios.
É hoje que precisamos do dom de discernir o certo do errado, o falso do verdadeiro, o bom do ruim. Com humildade, reconheçamos que podemos ser manipulados e peçamos a Deus sabedoria para não sermos enganados. Nele podemos confiar.
Não precisamos seguir a maioria nem precisamos ficar com a minoria. Nossa meta é nos mantermos honestos e verdadeiros.

“Com a sabedoria se constrói a casa, e com a inteligência ela se firma”. (Provérbios 24.3)

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.