Mesmo que seja dura a verdade

Mesmo que seja dura a verdade

“Algum dia, em qualquer parte, em qualquer lugar, indefectivelmente, encontrar-te-ás a ti mesmo e essa, só essa, pode ser a mais feliz ou a mais amarga das tuas horas”. (Pablo Neruda)

Mesmo que seja dura a verdade

Nem sempre somos o que achamos ser.
A maioria de nós se acha generosa, mas nenhum de nós descreveria o mundo em que vivemos como generoso.
A maioria de nós se acha tolerante, mas todos reconhecemos a intolerância como uma marca constante do ser humano.
A maioria de nós crê em Deus, mas os problemas são resolvidos como se Ele não existisse ou não nos orientasse em como viver.
Nossa propalada generosidade quase sempre não passa da porta de nossa casa.
Nossa proclamada tolerância geralmente funciona para os que sempre pensam e vivem do nosso modo.
Nossa pronunciada fé parece funcionar apenas quando não resta alternativa senão o desespero.
Somos todo maravilhosos desde que não incomodem a nossa teologia, não neguem a nossa ideologia e não prejudiquem a nossa economia.
Fora disto, importamo-nos com as pessoas, mas não ao ponto de nos custar algo, seja tempo ou dinheiro.
Fora disto, aceitamos as pessoas, mas não ao ponto de mudar os conceitos que, desde gerações passadas, temos delas.
Fora disto, cremos como todo mundo crê, sem que nossa fé imponha radical diferença em nosso jeito de viver.
Para ser o que achamos ser, por ser o que queremos ser, nossa primeira atitude é pedir a Deus que sonde o nosso coração, não em busca de uma calma forçada mas da revelação da verdade sobre nós mesmos.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.