Felizes são os que estão por fora

Felizes são os que estão por fora

“A moda, afinal, não passa de uma epidemia induzida”. (Bernard Shaw)

Se vão a um restaurante, não o escolhem da lista dos mais badalados.
Não são pela pena de morte, para os vivos e para os que ainda vão nascer, porque muitos cederam aos refrões bem alto cantados.
Se chutam, é para brincar de alegria, não para pisar em cachorros mortos, não para rir dos derrotados.
Não trajam as roupas de que todos estão vestidos, nem os seus calçados.
O que leem não são os livros mais lidos.
O que ouvem não são os hinos mais repetidos.
O que vêm não são os filmes mais discutidos.
Não sabem os nomes dos heróis que as capas de jornais e revistam estampam.
Na praça onde multidões se aglomeram na ponta dos pés não acampam.
Não exibem seus maus desejos, mas suas panelas de pressão vigiam e tampam.
Não gritam porque muito berram.
Não seguem as pessoas quando erram.
Ideias têm, mas às ruins, mesmo que estejam na crista da onda, não se aferram.
Preferem a justiça, nunca a vingança.
Seu sucesso é o da bondade e da esperança.
É o aplauso que vem de Deus que lhes enche de confiança.
Não se acercam dos vitoriosos como os mercenários.
São felizes de um modo que lhes deixa aparentemente solitários,
Preferindo estar ao lado de corações poucos mas ainda solidários.

“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus”. (Mateus 5.3)

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.