Dos tipos de milagres

Dos tipos de milagres

“Para ser realista, você precisa crer em milagres”. (H. C. Bailey)

Dos tipos de milagres

Não precisamos opor milagre e ciência.
Ambos são intervenções que alteram o andamento natural das coisas, como uma doença ou uma distância.
Dizemos que o milagre é uma ação divina e que a ciência é uma operação humana, mas não precisamos.
Tomemos uma distância, cujo percurso a pé demoraria dias, mas um automóvel vence em algumas horas, ou levaria meses, mas um avião precisa de horas para percorrer. Nesses casos, celebramos a tecnologia. Não falamos de milagre. Erramos.
Consideremos uma doença, que é debelada por um remédio ou por uma cirurgia, devolvendo ao enfermo a saúde e o prazer de viver. Neste caso, agradecemos aos médicos. Não colocamos a cura na conta dos milagres. Também nos equivocamos.
Se, de um lado, tecnologia e medicina se elogiam a si mesmas, de outro nossa religião pode ignorá-las, fazendo-nos igualmente errar.
Deus é o Criador que tudo pode e intervém por meio de homens e mulheres que estudam, pesquisam e criam meios para transformar a realidade. Quando Deus intervém, estamos diante de um milagre, mesmo que conduzido por mãos humanas.
Deus é o Salvador que tudo pode e intervém ouvindo as orações de homens e mulheres de fé que se ajoelham. É também milagre.
Por que vamos separar as coisas que vêm da mesma fonte suprema?

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Postado em

11/09/2017