Amenolatria

Amenolatria

“Amém não é o fim de uma oração; ele apenas nos prepara para a ir ao próximo nível”. (Gary Busey)

Amenolatria

Algumas pessoas começam a falar em público e a primeira coisa que dizem é “Amém”, como se desejassem “bom dia” ou “boa noite”.
Quando alguém posta que é gravíssimo o estado de saúde de uma pessoa, um desavisado deseja “Amém”, talvez para dizer que vai orar pelo enfermo.
Outro anuncia um evento e convida à participação, mas tem que se contentar com um “Amém”, sem certeza sobre quem comparecerá.
Há pessoas que oram a Deus em particular ou em grupo e terminam suas preces com um forte “Amém”, às vezes repetido.
Nesses casos, estamos diante de uma amenolatria, pondo o “Amém” como um ídolo.
Como sabemos, “Amém” é palavra hebraica, que entrou em nossa língua sem ser traduzida. “Amém” vem de um verbo que significa “ser firme, verdadeiro, confiável” e se trata de uma exclamação pela qual os ouvintes se juntam no juramento, na bênção, na maldição, na doxologia ou na oração que ouviram e se dispõem a arcar com as consequências do que acabaram de escutar. (“Interpreter’s Dictionary of The Bible”)
“Amém” é para quem ouve, não para quem fala.
Então, o nosso “Amém” deve ser sempre uma resposta.
Demanda que prestemos atenção, frase por frase, ao que ouvimos, para que possamos responder “Amém”, “certamente”, “assim seja”, durante e ao final de uma oração da qual participamos.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Postado em

21/08/2017