A favor da verdade

A favor da verdade

“Num tempo de engano universal, dizer a verdade é um acto revolucionário”. (George Orwell)

A favor da verdade

Mentimos.
Mentimos descaradamente
Mentimos discretamente.
Mentimos como um estilo de vida.
Mentimos para abafar uma ferida.
Mentimos como um escorregão.
Mentimos por medo, que o aumenta.
Mentimos por diversão.
Mentimos desde cedo, num padrão que se alimenta.
Mentimos como um recurso para nos proteger.
Mentimos como um atalho para nos defender.
Mentimos como uma forma de ofender.
Mentimos para obter o que desejamos.
Mentimos para não encarar os fatos como precisamos.
Mentimos para nos esconder
Mentimos para nos desculpar.
Mentimos para culpar.
Mentimos para evitar as consequências do que fizemos e vamos ficando cada vez mais longe da verdade.
Mentimos até nossas palavras ficarem sem credibilidade.
Mentimos até perdermos a dimensão da própria realidade.
A mentira é sedutora, mas podemos escolher outro jeito de ser.
A verdade é sem disfarce, e podemos decidir que nela e com ela vamos viver.
Quando mentimos e não nos sentimos culpados, são poucas as possibilidades de mudar.
Quando mentimos e ficamos incomodados, temos ótimas chances de fazer da honestidade o nosso respirar.
Quando falamos a verdade, pode parecer que perdemos, mas soltamos o grito da liberdade.
É a verdade, e não a mentira, que nos descortina a felicidade.

“Os lábios que falam a verdade permanecem para sempre, mas a língua mentirosa desaparece num instante”. (Provérbios 12.19)

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.