A diferença da paixão

A diferença da paixão

“O céu, que é perfeito, andou jogando em seus olhos o dom do infinito”. (Humberto del Maestro)

A diferença da paixão

Temos tantas coisas para fazer que, às vezes, nós as fazemos de qualquer jeito. De fato, há coisas que exigem pouco de nós e talvez nenhuma diferença seja notada quando as realizamos.
O significado não está nas coisas efetuadas, mas se as fazemos dedicadamente.
É a paixão com que ministramos uma aula que gerará o conhecimento que visamos.
É a paixão com que tocamos um instrumento ou regemos uma orquestra o que motivará a plateia a aplaudir efusivamente.
É a paixão com que nos preparamos para começar e terminar uma tarefa que a colocará na lista das obras raras, longe das corriqueiras.
É a paixão com que saudamos uma pessoa que a levará a perceber que é amada.
É a paixão com que vendemos que animará os produtos a descer das prateleiras.
É a paixão com que ouvimos o problema de alguém que poderá abrir caminho para a solução procurada.
É a paixão com que preparamos um prato que produzirá o sabor que satisfaz, refrigera e encanta os comensais.
A paixão com que sentimos nos impulsiona para além do protocolar ofício.
A paixão com que fazemos nos torna criativos.
A paixão com que fazemos nos estimula a estudar mais.
A paixão com que fazemos gera sentimentos positivos.
Por que faremos, então, nossas coisas de qualquer jeito, se podem ser feitas com todo o capricho?
Podemos fazer diferente.
Apaixonadamente.

“O que ensina esmere-se no fazê-lo; ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria”. (Romanos 12.7-8)

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.