A cabana

A cabana

“Amor é esperança quando a razão desespera”. (Jack Hyles)

A cabana

Muitas vezes Davi fugiu de Saul, não porque tivesse medo dele. Saul era um bom guerreiro, mas Davi era melhor.
Davi fugiu de Saul porque não precisava tomar o lugar dele. Davi sabia que a sua hora chegaria, sem que precisasse afastar aquele que seria seu antecessor.
Davi não precisava mostrar a sua familia que tinha futuro, aos amigos que era forte ou a Deus que era fiel.
Davi correu muito. Passou por vales. Correu por montes. Atravessou rios. Bordejou os mares. Para não enfrentar Saul.
Era tarde, numa vez. Davi carregava a lança, para se proteger de leões, mas não de Saul.
A noite ameaçava chegar, sem que Davi pudesse ver de onde vinha Saul com o seu esquadrão da morte.
Davi olhou para os montes, mas o socorro não veio. Davi buscou rochas, mas não encontrou nenhuma fortaleza.
Já desistia, quando uma luz, ainda tênue, nascia no horizonte. Ele apertou o passo. “O Senhor Deus é o meu pastor. Nada me faltará”. Enquanto repetia o verso, o bafo da perseguição aquecia seu pescoço.
Davi correu ainda mais. Mãos inimigas quase o alcançavam, quando outras mãos o puxaram para o interior da cabana. Os inimigos pararam à porta. Os cães latiram. Estava claro lá dentro.
Uma mesa estava posta. Na cabeceira, seu amigo Barzilai tinha numa das mãos uma bacia e na outra um chifre de óleo para ungir os seus cabelos. Antes de se preparar para o banquete, Davi teve tempo de balbuciar para si mesmo:

— Ainda que eu anda pelo vale da morte, não temerei.

E celebrou o amor de Deus com os amigos.
Do lado de fora, Saul e seus guerreiros tiveram que guardar suas armas e voltar para os seus quartéis.
Dentro da cabana, a festa rolava na certeza da amorosa presença do Senhor Deus.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Postado em

19/06/2017