Três coisas que você não deve fazer:

  1. Não reprima sua raiva.

Se eu não consigo expressar minha raiva, estarei guardando-a dentro de mim. Reprimir significa colocar o sentimento mais para baixo, guardando no interior e isso vai sempre causar dor em você – mental, física e nos relacionamentos. Quando você conserva o sentimento reprimido, provavelmente seu corpo vai sofrer as conseqüências. Quando eu engulo minha raiva, meu estômago vai reagir. Seu corpo não foi criado para viver em constante estado de alerta, raiva, e outros sentimentos afins. Se você reprime, alguma coisa vai sofrer as conseqüências – dor de cabeça, colite, úlcera, coração, pressão alta, dores lombares etc. É a parte mais frágil do seu corpo que vai ser mais afetada.

  1. Não suprima sua raiva.

Suprimir é quando você tenta fingir que o sentimento não existe. O tipo “Polyanna” – “Não foi um bom negócio!” Foi um bom negócio, continua sendo e suprimir não vai ajudar em nada. “Tudo vai passar, vai ficar tudo bem.” Não, você precisa dizer: “Eu fiquei machucado, ameaçado, com medo, frustrado.” E você precisar lidar com todos esses sentimentos.

  

  1. Não expresse sua raiva.

 Há muitas maneiras de se expressar a raiva para quem é um vulcão. Há o amuado – alguém que tenta conseguir mais por ser amuado do que em ser explosivo. O manipulador – aquele que não confronta com o que é real e faz insinuações, colocações sarcásticas todo o tempo, pequenos golpes. Fica constantemente golpeando, insinuando colocações – é raiva.

Todos esses são mecanismos de defesa de comportamento. Não ajudam em nada.

A Bíblia diz confesse sua raiva.

Admita sua raiva. Admita para você, para os outros, para Deus. “Eu estou com raiva!” E o mais importante do admitir que você está com raiva, é admitir  por que você zangado. “Estou ferido, frustrado, me senti ameaçado pelo que você disse, medo de que estaria perdendo alguma coisa.” Aprenda a lidar com isso, confesse sua raiva. É preferível ficar com raiva e mostrá-la do que simplesmente dizer para você mesmo: “Estou com raiva e eu sei  a razão disso.”

 Concluímos na próxima edição!

Carmen Pires
Psicóloga / Psicopedagoga / Consultora em Gestão de Pessoas
Grupo Qualidade de Vida / Membro da PIBCGRJ

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