Quando formos lutar contra a injustiça

Quando formos lutar contra a injustiça

“Devemos sempre tomar partido. A neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. O silêncio encoraja o atormentador, nunca o atormentado”. (Elie Wiesel)

Quando formos lutar contra a injustiça

A prática da injustiça é o recurso dos poderosos para manterem o que arrancaram. Os governos existem para administrar a justiça e tornar melhores as vidas dos cidadãos, mas muitos acabam sob controle de aves de rapina teleguiadas por grupos interessados tão somente em proteger os seus interesses.
As empresas existem para organizar as trocas, para que continue havendo produção e consumo, compra e venda, trabalho e remuneração, progresso e satisfação, mas muitas aviltam as relações e tratam pessoas como se fossem mercadorias, por meio do engano, ao ponto de escravizarem mentes e mãos.
As pessoas existem para tratar as outras como iguais, mas algumas se acham melhores e se impõem pela força da palavra, do músculo ou do dinheiro.
Quando a injustiça dói em nós, precisamos publicar a nossa dor. Quando a injustiça dói nos outros, devemos sentir a mesma dor. A algema que oprime um homem diminui todos os homens. Devemos ser enfáticos na luta contra a injustiça sempre que for praticada, não apenas contra nós, mas também contra os outros.
Assim, antes de gritar contra a injustiça, devemos primeiramente ponderar se ela foi realmente cometida.
Devemos nos levantar contra a injustiça, filha do casamento entre a crueldade e a omissão.
Devemos nos unir aos que buscam os ideais da justiça, guardando nossas diferenças.
Devemos agir com sabedoria, que não esqueça o que se pretende e que empregue os melhores métodos para a reparação da injustiça.
Devemos refletir sobre nossos gestos, para ver se são justos, atentos para não nos tornarmos aquilo que condenamos (Romanos 14.22).

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

Habilidades

Postado em

14/11/2016