Quando formos humilhados

Quando formos humilhados

“A mágoa altera as estações e as horas de repouso,
fazendo da noite dia e do dia noite”. (William Shakespeare)

Quando formos humilhados

Durante algumas décadas, Samuel ben Ramá (1100-1011 a.C.) foi o líder do seu povo. Em Israel, era o chefe militar, o sacerdote principal e o sábio mais ouvido. Não era chamado de rei.
Os povos vizinhos, vistos como mais modernos, tinham seus reis. Israel ia bem, mas não tinha um rei. O povo decidiu que queria viver como os vizinhos e mandou Samuel para casa. Estava com 52 anos e tinha muito ainda para liderar, ensinar e orar, mas o povo o aposentou, sem levar em consideração tudo o que fizera pelo bem de todos.
Diante daquela rejeição, com o coração amargurado, Samuel orou a Deus, que o acalmou, dizendo-lhe que a maioria, na verdade, não rejeitava o profeta de Deus, mas o Deus do profeta.
Samuel encerrou sua liderança, escolhendo um rei para Israel. Ao se despedir, fez um discurso para mostrar que fora honesto durante toda a sua vida de governante e deixou claro quem governava o seu coração. Ao final, prometeu que não deixaria de orar por seu povo (1Samuel 12.23).
Muitos anos depois, morreu em paz.
Muitas pessoas, no auge de suas carreiras, são consideradas velhas e dispensadas, às vezes de modo covarde, com uma palavra seca de um funcionário menor. Muitas pessoas, quando têm muito ainda para dizer, são tidas como ultrapassadas e, então, silenciadas e humilhadas.
Essas pessoas têm diante de si duas formas de conviver com a rejeição e o esquecimento: uma é ficarem amargas. A outra é agirem como Samuel, que, aprovado por Deus, continuou orando por seu povo e, quando chamado, entrou de novo em ação para ajudar. Seu coração não foi derrotado pela mágoa.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Postado em

03/10/2016