Plantar e colher

Plantar e colher

Colher é plantar.
Por mais ocupados que estejamos, encontraremos tempo para chegar. Pode ser que o nosso amigo que nos visitou careça de uma visita. Pode ser que o nosso pai necessite que o carreguemos no colo. Pode ser que uma família precise de uma palavra de conforto. Pode ser que a saudade nos aguarde para um adeus. Pode ser que um bebê nos espere de lacinho na cabeça e lá vamos nós com um ramalhete de flores ao seu encontro. Pode ser que uma celebração (por um contrato, por um aniversário, por um casamento, por uma conquista) requeira nosso testemunho cheio de palmas.
Então, paramos tudo e vamos lá.
Quando agimos assim, estamos plantando. Não agimos como se plantássemos, mas plantamos. São finas, não grosseiras, as nossas motivações. Não oferecemos para receber. Não festejamos para ser festejados. Não visitamos para ser visitados. Não amamos para ser amados. Não aplaudimos para ser aplaudidos. Se estamos trocando, estamos trocando afetos, não estamos distribuindo cartões de visitas, não estamos fazendo negócios.
Colhemos o que plantamos. Felizmente no Reino de Deus, o poderoso Rei age diferente. Deus oferece seu afeto até a quem não merece. No reino dos homens, a lei é outra. Podemos ser alvos das graças dos homens, por quem nada fizemos, mas esta não é a regra. Podemos ser generosos e receber ingratidões, mas ainda sobrarão os que agradecerão. Esta é a regra.
Ocupados de mais conosco, perdidos demais em nossos problemas, intoxicados por nossos egoísmos, devemos levantar a cabeça e plantar o que desejamos colher.
Sementes de sorrisos afetuosos, abraços generosos e palavras amigas, plantadas hoje serão árvores que nos acolherão amanhã.
Vamos plantar?

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br

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Postado em

06/02/2017