Os amargos

Os amargos

“A amargura é um fracasso maior que o fracasso”. (James Richardson)

Os amargos

A vida está cheia de pessoas amargas.
Os amargos são escravos do passado, tornado o único chão em que pisam no presente.
Os amargos não veem um futuro diferente da experiência que já viveram. Por isto, reescrevem o hoje para caber no figurino do ontem.
Os amargos pegam pesado nas palavras que pronunciam, mesmo que oferecidas em pílulas de humor e sarcasmo.
Os amargos querem ter o que os outros têm ou ser o que os outros são.
Os amargos se acham melhores do que as pessoas a quem desprezam.
Os amargos são feridos que não souberam lidar com o sofrimento que lhe impingiram, razão pela qual não acreditam que os que erraram possam ter mudado.
Os amargos raramente reconhecem que são amargos, pelo que deverão levar para o túmulo a mentira que contam para si mesmos, certos de que falam a verdade.
Os amargos não sabem conjugar o verbo perdoar.
Os amargos foram fundados pelo ressentido Caim. Os ressentidos matam.
Os amargos imitam o raivoso Lameque, que compunha música para se vangloriar do castigo que impunha aos seus ofensores.
Os amargos devem se lembrar de Esaú, que nunca se recuperou do trauma da trapaça orquestrada por sua mãe e por seu irmão para prejudicá-lo.
Os amargos integram uma longa lista que inclui Judas Iscariotes, que, frustrado com o caminho da paz (não da guerra) e da graça (e não da lei) escolhido por Jesus, foi acumulando amargura contra o seu Mestre, até contribuir para a morte dele.
A nossa vida pode estar cheia de amargura, mas nós podemos escolher viver e deixar viver. Podemos dar início hoje ao nosso processo de restauração, da amargura para a alegria.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Postado em

30/01/2017