O processo

O processo

Nós somos o que nos tornamos e isto levou tempo.
Por mais novos que sejamos, temos uma história.
Nós somos nossos hábitos, bons na virtude e péssimos nos vícios.
A virtude é rara, mas os vícios são plurais. Podemos ter uma única virtude, mas o vício sempre contará com outros maus companheiros.
Renunciar a uma virtude é coisa rara. Raramente queremos nos afastar do que é bom.
Muitas vezes queremos abandonar o vício. Em algumas, conseguimos; em outras, não.
Nosso fracasso em deixar o vício, seja uma prática que nos destrói (como a de fumar), seja um hábito que nos diminui (como o de dormir demais), pode estar ligado ao desconhecimento de que a vida acontece num processo.
Diante de uma máquina, apertamos um botão e recebemos um produto. Este método só funciona para coisas. Não serve para pessoas que desejam abandonar uma prática ruim.
A transformação começa com a decisão de deixar o vício, mas ela é insuficiente por si só.
Precisamos admitir a nossa impotência, sobretudo quando o vício escreveu uma história em nossas vidas. Precisamos convidar o Doador de nossa existência para nos ajudar. Mesmo tendo a companhia dele, precisamos saber que podemos ter retrocessos no processo da vitória e, então, afirmar que seguiremos em frente, mesmo que tenhamos resvalado ou recuado. A derrota, neste caso, é momentânea. A vitória final vem no final, conquistada um dia de cada vez.
Nossa cura precisa acontecer no processo, para que seja firme e forte. Mesmo as mudanças bruscas e boas precisam de um processo, muitas vezes longo, para que sejam duradouras.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

Habilidades

Postado em

11/07/2016