O pessimista e o otimista

O pessimista e o otimista

“Eu sou um otimista. Não me parece muito útil ser outra coisa”. (Winston Churchill)

O pessimista tem mais razão do que o otimista, mas o pessimista nada realiza. O otimista muda para melhor as coisas, mesmo as ruins.
O pessimista se decepciona menos que o otimista, mas o otimista caminha, enquanto o pessimista não sai do lugar.
O pessimista talvez não morra numa mesa de cirurgia, porque não entra no centro cirúrgico. O otimista, certo de que tudo vai dar certo — o que nem sempre é verdade — , pode até perder a vida, mas tentou melhorá-la.
O pessimista não tem amigos, porque a amargura não reúne ninguém à sua volta. O otimista faz amigos, porque a alegria alimenta a comunidade.
O pessimista nunca é ingênuo, mas ele não sabe o que fazer com a sua competência. O otimista pode ser ingênuo, mas só o futuro dirá que estava certo ou errado.
O pessimista aprendeu em casa ou se deixou levar pelo meio. O otimista também tem uma história e um meio, mas aposta no quanto melhor, melhor, para ele e para os outros.
O jardim do pessimista só tem espinhos bravos e ervas daninhas. No jardim do otimista, as rosas balançam ao vento; mesmo as pétalas que caem deixam mais belo o chão.
A verdade do pessimista é dura. A certeza do otimista é suave.
O pessimismo embrutece o rosto. O otimismo faz o corpo bailar.
O pessimismo tem passado. O otimismo tem futuro.
O pessimismo vive do medo. O otimismo se nutre da esperança.
O pessimista é orgulhoso. O otimista é humilde.
Nem sempre o otimista está com a razão, como nem sempre está com razão o pessimista.
Donde se conclui que os otimistas podem não ser mais sábios que os pessimistas, mas são mais felizes e fazem felizes os outros.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

Habilidades

Postado em

25/07/2016