O mundo das palavras

O mundo das palavras

A mágoa pode vir de um gesto.
A ferida pode ser provocada por um golpe.
O ressentimento pode ter sido gerado por uma atitude.
Junto com o gesto, está a palavra. A palavra ecoa para sempre, como a única memória que permanece.
A ferida é sempre embrulhada por uma palavra, que sobrevive à cicatriz que o golpe deixa.
O ressentimento se torna vivo pela palavra presente na atitude.
No princípio é a palavra.
Uma palavra maldita nos habita para sempre, a menos que seja retirada de dentro de nossa alma.
Ao longo da vida, ouvimos e proferimos palavras que magoam, ferem e destroem.
Precisamos identificar essas palavras e mesmo quem as disse. Essa lembrança não nos curará, porque trará mais dor.
Contudo, se dermos o segundo passo, seremos curados. Se dermos o passo do perdão, seremos curados. Se perdoarmos quem nos magoou, voltaremos a viver contentes.
Se formos os ofensores, não nos escondamos atrás de explicações, explicações que não aceitamos dos outros quando somos os ofendidos. Se ofendemos, precisamos identificar nossas pesadas palavras, buscar o ofendido e lhe pedir perdão, reconhecendo que erramos, confessando que não devíamos ter dito de jeito nenhum o que dissemos. Se pedirmos perdão, pode ser até que não haja reconciliação, mas já teremos dado o passo essencial, um compromisso de esperança que não podemos menosprezar, nem transferir, nem adiar.
Palavras bem ditas eliminam mágoas, fecham feridas, reanimam vidas.
Palavras bem ditas são como desenhos de ouro em esculturas de prata (Provérbios 25.11).
Deus criou o mundo pela palavra. Deus recria o mundo pela Palavra e esta Palavra tem um nome: Jesus Cristo (João 1.1).

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Postado em

29/08/2016