Nunca estamos preparados

Nunca estamos preparados

“Cuide de sua vida, que Deus cuidará de sua morte”.
(George Whitefield)

Para a morte nunca estamos preparados.
Nunca estamos preparados para as mortes dos outros, sejam os da nossa casa, sejam os das casas dos outros.
Nunca estamos preparados para ver sonhos decepados, conquistas amarguradas, chegadas abortadas, medalhas torradas, projetos obrigatória e definitivamente abandonados, vidas em potes de cinzas tornadas. Essas não são coisas que devemos aceitar como normais.
Nunca estamos preparados para contemplar os choros dos órfãos, as desolações das viúvas, as lágrimas dos pais, os desalentos dos irmãos e os soluços dos amigos. Só nos resta chorar juntos.
Não temos mesmo como nos preparar para as mortes dos outros. Quando acontecem, só podemos senti-las, lamentá-las, pranteá-las. Podemos ainda confortar os enlutados e orar para que Deus — que vê com pesar as mortes dos bons (Salmo 116.15) — enxugue dos seus rostos as lágrimas.
Se não temos como estar preparados para as mortes dos outros, podemos ser solidários com os que sofrem, buscando formas de tornar menos duras as suas dores e encontrando meios de ajudá-las em suas dificuldades.
Se não temos como estar preparados para as mortes dos outros, podemos vê-las como oportunidades para pensar as nossas vidas. Geralmente acabamos por esquecer muito rapidamente as lições que as mortes dos outros nos inspiram.
Se não podemos estar preparados para as mortes dos outros, podemos procurar nos preparar para a nossa. Como não sabemos se ela virá em nosso apogeu ou no demorado tempo do nosso ocaso, devemos estar prontos para ela hoje.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Postado em

28/11/2016