Nossa cruz

Nossa cruz

“Antes de caminharmos como Cristo andava e falarmos como ele falava, precisamos primeiro pensar como Cristo pensava”. (A.A. Allen)

Nossa cruz

Ao se lamentarem, as pessoas dizem que carregam a sua cruz. Elas se referem a situações difíceis, com as quais têm que conviver.
De fato, como lemos nos Evangelhos, devemos tomar a nossa cruz, se queremos seguir a Jesus. Mas: que cruz é esta que precisamos carregar?
Jesus levou a cruz dele e nela foi crucificado. Este não é o nosso caso. Ninguém morre como Jesus morreu. A morte dele foi única, para que não precisemos fazer sacrifício algum para termos restabelecida a nossa amizade com Deus.
A cruz que temos para carregar não é a cruz da ansiedade, quando dela sofremos, em nosso desejo de controlar as coisas e as pessoas.
A cruz que precisamos levar não é a cruz de algum sofrimento, no corpo ou na alma, conosco ou com nossos queridos. Vindo em função de muitos vetores, o sofrimento, por doloroso ou prolongado que seja, não é uma cruz.
A cruz que nos toca transportar não é a cruz da privação, quando experimentamos a escassez de algum bem ou algum afeto.
Antes, a cruz que devemos carregar é a cruz da perseguição, ostensiva ou discreta, recebida por causa de nossa fidelidade a Deus.
A cruz que precisamos levar é o preço a pagar por fazermos aquilo que sabemos que é o certo, mesmo que as pessoas em nossa volta façam escolhas diferentes.
A cruz que nos toca transportar é a renúncia que fazemos para dizer “não” aos desejos, gestados em nosso íntimo ou copiados dos outros, para nos submetemos confiantemente à boa, perfeita e agradável vontade de Deus.
Levar a cruz é procurar viver como Jesus viveu. Quem quer carregar a cruz?

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Postado em

24/10/2016