Explicações

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“Uma mente nobre tem vergonha de não se arrepender”. (Alexander Pope)

Explicações

Não temos como medir a real motivação de um homem que, flagrado no erro de ter abusado de uma mulher no ambiente de trabalho, vem a público pedir desculpas, depois de ter negado a acusação.
Publicou ele:
“Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras (…) ultrapassaram os limites do respeito. (…) Asseguro que de forma alguma tenho a intenção de tratar qualquer mulher com desrespeito. (…) Tristemente, sou, sim, fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas”.
A tradução é clara: o homem seguiu a tradição, ofendendo, mas sem intenção. Para ele, quando ofendeu, reproduziu o comportamento de sua geração. Quando reproduziu a prática de sua geração, não notou que o mundo mudou; seu erro não foi abusar: foi não notar que os costumes mudaram.
Ele pede desculpas e explica. Quem explica responsabiliza o outro. Quem responsabiliza o outro quer a piedade de todos. Ao pedir a piedade coletiva, sinaliza que quer mudar, mas quem quer mudar não se justifica.
Quem quer mudar se arrepende.
Quem se arrepende confessa seu pecado.
Quem confessa seu pecado está disposto a pagar o preço.
Quem está pronto para pagar o preço humilha-se, não por imposição, não para preservar uma posição, mas porque reconhece a sua lamentável condição de pecador.
Aprendamos a lição. Quando pecarmos, deveremos confessar nosso erro e desejar profundamente mudar, não porque seja conveniente, mas por ser a atitude certa a ser vivida.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Postado em

10/04/2017