Amor-próprio

Amor-próprio

“Sem o amor-próprio nenhuma vida é possível, nem sequer a mais leve decisão; só desespero e rigidez”. (Hugo Hofmannsthal)

Amor-próprio

Em condições naturais, nós nos amamos a nós mesmos.
Em condições comuns, nós gostamos de nós mesmos.
Idealmente, o nosso amor ao próximo deve ser da mesma intensidade com que nos amamos a nós mesmos (Levítico 19.18). Não podemos amar ao outro, se não nos amamos a nós mesmos.
Contudo, pode ser que não nos amemos. Pode ser que não gostemos de nós mesmos. Pode ser que nos reprovemos em tudo o que fazemos, mesmo quando agimos corretamente.
Precisamos nos amar. Talvez precisemos voltar no tempo para entender as razões que nos levaram a pensar errado sobre nós mesmos.
Pode ser que tenhamos ouvido, pela boca de familiares, que não tínhamos valor e acreditamos. Pode ser que tenhamos escutado, talvez de alguém que apreciávamos, que nunca venceríamos na vida e assumimos como verdadeiro o vaticínio.
Pode ser que nos tenham dito que nossa chegada trouxe sofrimento e tenhamos absorvido a culpa.
Pode ser que não tenhamos alcançado os padrões propostos para nós e nos assumimos como fracassados.
Pode ser que convivamos com pessoas que nos passem uma falsa imagem de perfeitas, ao ponto de iluminar a nossa imperfeição e nos humilhar em nossa condição.
Pode ser que simplesmente não sejamos amados.
Pode ser que não saibamos porque não nos amamos.
Então, devemos nos lembrar que fomos feitos livres para rejeitar mentiras a nosso respeito. Precisamos parar de nos ferir.
Temos que olhar corajosamente para nossos defeitos em busca da superação e, ao mesmo tempo, honestamente para nossas virtudes, para sermos ainda melhores.
Quando veio ao mundo e habitou entre nós, Deus apostou em cada um de nós.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

Habilidades

Postado em

20/02/2017