A rosa

A rosa

“Foi o tempo que perdeu com a sua rosa o que fez dela uma rosa tão importante”. (Antoine de Saint-Exupery)

Imaginemos uma rosa no jardim ou mesmo num vaso na varanda da casa.
Se estiver junto a outras, ela será única.
Se estiver sozinha, ela será única.
Uma rosa é sempre única.
Pode ser que ela cresça próxima de outras. Pouco notaremos da sua formação, mas sabemos que há galhos que não vemos e folhas verdes que fazem refulgir sua cor.
Pode ser que ela brilhe sozinha no alto de um caule. Então, veremos que é sustentada por um longo caule, que, para ficar em pé, precisa de um suporte de metal ou de madeira. Mais abaixo, as folhas, muitas ou poucas, também evidenciarão o seu brilho. Suas raizes estão fincadas no chão, encobertas por terra e grama e, talvez, protegidas por pedras.
Durante a estação da sua vida, sua beleza fascinará.
Encantados, uns a contemplarão. Outros a tocarão. Ainda outros retirarão uma de suas pétalas. Outros também poderão levá-la inteira para compor um ramalhete que perfumará corpos e ambientes.
Dela ficarão belos registros fotográficos ou lembranças muito agradáveis.
Nossas vidas são como rosas.
Somos sempre únicos.
Para crescermos, precisaremos de pessoas que cuidem de nós. Para desabrocharmos, precisaremos de pessoas que confiem em nós. Para brilharmos, precisaremos de pessoas que nos admirem.
Com raízes robustas e suportes sólidos, os ventos ajudarão a espelhar o nosso perfume.
Talvez nos fotografem. Talvez queiram estar ao nosso lado.
Mesmo que nos levem para perfumar outros ambientes junto com outras rosas num ramalhete ou servir como chuva de pétalas sobre vidas em festa, nosso brilho ainda encantará.
As rosas não escolhem ser rosas.
Nós escolhemos ser rosas.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

Habilidades

Postado em

12/09/2016