A razão da paixão

A razão da paixão

“Se a paixão conduz, deixe a razão segurar as rédeas”. (Benjamim Franklin)

A razão da paixão

Pode ser que ela sobrevenha ao homem,
Pode ser que ela surpreenda a mulher.
Pode ser que a paixão arrebente num coração diferente de onde sempre se aninhou. Neste caso, é fruto que se come escondido, por meio de olhares, mensagens trocadas, conversas conselheiras, encontros discretos ou tórridos. Se não for estancada, dilacerará o coração traído. Se não for contida, produzirá separação dramática entre o antigo casal e, se houver prole, entre pais e filhos, que sempre se sentirão também rejeitados.
Não é fácil ir contra o desejo, seja ele bom ou de duras consequências. Contra o desejo, é preciso acionar a razão. A razão não mata necessariamente a paixão, mas passa-a por um crivo a partir do qual continuará ou será sepultada.
Uma paixão que vale a pena subsistirá ao escrutínio da razão.
A razão exercida impedirá que a paixão destrua.
A razão quando funciona bem não deixa que a mágoa construa abismos que as pontes não são capazes de reunir.
A razão dirige os olhares para que vejam corretamente.
A razão mostra o preço a ser pago pelo resto da vida, quando a vida parece se resumir ao momento.
A razão percebe a sedução entrando em campo.
A razão lança luz sobre a grama do vizinho e mostra se é tão bonita e verde quando parece.
A razão dá nome ao erro, chamando-o de “pecado”.
A razão convida ao arrependimento hoje, o qual não pode esperar pelo futuro.
A razão freia a paixão, quando a paixão precisa ser parada.
A razão mostra a verdadeira face da paixão, que pode ser o início de uma jornada nova ou uma miragem que mata quem a contempla.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Postado em

27/03/2017