A mãe anônima

A mãe anônima

A história também é feita pelos anônimos
Foi assim com uma mulher cuja filha estava muito doente. Tudo o que podia ser feito fôra feito, mas a vida da menina continuava correndo perigo. Quando soube que passava por sua cidade um estrangeiro capaz de trazer saúde à sua filha, sua mãe se levantou. Disseram-lhe que não seria atendida. Tentaram cortar-lhe o caminho. Quando ficou face à face com o mestre, este lhe examinou de alto a baixo, por dentro e por fora, pondo à prova o desejo dela e, ao final, concedeu à filha o livramento que a mãe procurava.
Essa mãe anônima nos mostra que a história é também feita por pessoas sem nome.
A história é feita também por aqueles que não chamam atenção para si. A história é sempre feita por aqueles que prestam atenção às oportunidades que se abrem para mudanças que valem a pena. Feliz é quem não deixa partir uma oportunidade.
A história desta mulher nos convida a admirá-la e, a partir de sua persistência, exaltar hoje a mãe que não deixa o hospital enquanto não é devolvida para sua filha a saúde perdida, a mãe que não tira os joelhos do solo da oração enquanto seu filho não volta para a serenidade, a mãe que acorda mais cedo para preparar a comida do filho que sai para a jornada, a mãe que atravessa ares, montanhas ou mares para assistir a filha em trabalho de parto, a mãe que não enxuga as lágrimas do seus olhos enquanto não pode trocá-las por sorrisos, a mãe que não aceita o “não” ruim do seu filho ou para o seu filho, a mãe que vê o talento da sua filha mesmo que ninguém mais acredite.
A maternidade acontece no ventre que gesta e no coração que jamais desiste do seu filho.
Obrigado, mãe. Obrigada, mamãe.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Postado em

09/05/2016