A força dos maus exemplos

A força dos maus exemplos

“Um bom exemplo é muito melhor que um bom ensino”. (Dwight L. Moody)

Somos o que aprendemos.
E é muito bom que nos lembremos de quem nos ensinou, embora nossa memória não comporte tantos registros.
Nosso olhos brilham quando percebemos que temos sido moldados por pessoas exemplares que nos inspiraram. Na lista, podem estrear nossos pais, nossos autores, nossos amigos, nossos heróis distantes, sobretudo aqueles em quem vemos as virtudes que queremos ter. São bons exemplos que nos têm influenciado.
Não podemos perder de vista também os maus exemplos. Se permitimos que as atitudes ruins dos outros, vistas em nossa família, notadas entre nossos amigos e conhecidos, captadas na literatura, observadas na história, podemos voltar e rejeitar que esses exemplos ainda nos influenciem.
Os maus exemplos, para que não nos devem sirvir de espelho, mas de espantalho. Não seremos o que eles são. Se um de nossos pais era autoritário, nós não seremos. Se em nossa perdurou o grito, não venceremos pela força. Se nosso amigo triunfou enganando, escolheremos a verdade. Se percebemos que o nosso herói era sem caráter, nós nos diferenciaremos pela retidão.
Nossa autonomia começa com a admissão da óbvia realidade de que somos influenciáveis e a afirmação de que podemos fazer nossas próprias escolhas, sem repetir os maus exemplos. Diante de nossa natural fragilidade, decidimos ser fortes, o que demanda uma constante vigilância, porque os padrões negativos podem ser mais poderosos sobre nós do que os exemplos positivos.
Nesta tarefa também nos ajuda desejar ser bons exemplos para aqueles que nos cercam.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

Habilidades

Postado em

18/07/2016