A boa saudade

A boa saudade

“Os mortos são uns invisíveis, e não uns ausentes”. (Victor Hugo)

A boa saudade

O livro de nossa vida pode ter capítulos tristes.
Um deles é a partida definitiva, pela morte, de uma pessoa de nossa família.
Nessa condição, é como se parte de nosso corpo tivesse sido arrancada, sem que nada absolutamente, possamos fazer. Nesse caso, a morte venceu. Jesus foi o único que venceu a morte.
Diante de nós, põe-se um dilema: viver ou morrer.
Mesmo quando escolhemos viver, viver não é fácil. As lágrimas são mais fortes que os sorrisos. A tristeza é mais funda que a alegria.
Diante da morte, precisamos chorar. Não devemos encurtar o tempo do choro. Deus enxuga as lágrimas derramadas, não as guardadas, como se não devêssemos vertê-las. O choro faz parte de nossa cura.
Depois de chorar intensamente, devemos agradecer intensamente. Precisamos agradecer o tempo em que possamos juntos, sonhando juntos, fazendo coisas juntos, brincando juntos. Não devemos nos concentrar na ruptura, mas na continuidade enquanto durou. Quando agradecemos, estamos reconhecendo que Deus levou o que ele mesmo nos deu. Louvemos a Deus, mesmo que não entendamos (Jó 1.21). A gratidão faz parte de nossa cura.
Se pudesse nos dizer algo, o nosso querido tragado pela morte nos diria para celebrar a vida. Não devemos sentir culpa em viver, seja trabalhando ou passeando. A celebração faz parte de nossa cura.
Para acelerar a nossa cura, podemos juntar nossos braços aos daqueles que servem em programas de apoio a pessoas necessitadas. Servir ao próximo com intensidade pode nos devolver o sentido da vida. A solidariedade faz parte de nossa cura.
Um capitulo triste não é o livro todo da nossa vida. Há outras páginas em branco à espera que escrevamos nelas.

Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Postado em

17/04/2017